quarta-feira, 16 de junho de 2010

Complicações do diabetes nos homens

Entre as diversas consequências do diabetes, principalmente quando mal controlado, a impotência sexual pode ser consequência da lesão nos nervos, causada pela neuropatia, ou por um comprometimento dos vasos sanguíneos, como resultado de uma obstrução.

Atualmente, a medicina prefere chamar a impotência sexual de disfunção erétil - já que a doença se caracteriza pela dificuldade de ereção do pênis - como forma de afastar a carga emocional e psicológica que o termo impotência traz, explica o endocrinologista Eurico Ribeiro de Mendonça, do Centro de Diabetes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), antiga Escola Paulista de Medicina.

Segundo ele, a disfunção erétil acomete o paciente geralmente após 15 ou 20 anos de convivência com o diabetes, de forma indiscriminada tanto para o Tipo 1 quanto para o Tipo 2. Esse período é variável dependendo do controle glicêmico e de características individuais, entre as quais o grau de agressividade do diabetes.

"Não se sabe por que alguns portadores de diabetes passam a apresentar disfunção erétil mais cedo do que outros, mas o mau controle glicêmico tem papel importante no surgimento precoce do problema", explica o médico.

Os tratamentos disponíveis para a disfunção erétil tanto podem ser medicamentosos como cirúrgicos, sendo essa última opção, que inclui a colocação de prótese, utilizada nos casos mais graves, quando a pessoa não responde ao tratamento com remédios. O médico revela ainda que a disfunção erétil, que é uma neuropatia autonômica, também pode surgir de forma mais branda, quando a pessoa tem ereção mas a ejaculação é seca e o paciente não tem orgasmo.

"Quando o paciente começa a ter esse tipo de problema é também um alerta para que tenha cuidado redobrado com o controle glicêmico, porque isso é sinal de que outras consequências do diabetes podem surgir, como a nefropatia, a retinopatia e outras", conclui Mendonça.

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